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Dr. José Manoel — Ginecologista e Obstetra Agendar consulta
Dr. José Manoel de jaleco branco no consultório

Tecnologia

Radiofrequência Fracionada Íntima

Calor controlado aplicado em consultório, considerado em situações específicas e sempre depois de avaliação clínica.

O recurso

Radiofrequência fracionada íntima: entenda o recurso.

Queixas íntimas costumam chegar à consulta de forma vaga: um desconforto que aparece no fim do dia, ardência, ressecamento que creme nenhum resolve, sexo que passou a doer ou que você foi deixando para depois. Nenhuma delas identifica sozinha uma causa. O que define o quadro é a consulta com exame. Se você adiou essa conversa por acreditar que é apenas a idade e que não há o que fazer, há o que conversar e o que investigar.

A radiofrequência fracionada íntima usa uma corrente elétrica de alta frequência, entregue por um aplicador próprio na região vulvar e vaginal. O calor não vem do aparelho: ele se forma dentro do próprio tecido, pela resistência natural que o tecido oferece à passagem dessa corrente. É isso que permite aquecer o tecido de forma dirigida, em uma profundidade estimada pelo ajuste do aparelho e pela técnica de aplicação, e é também o que explica por que metal implantado e dispositivos eletrônicos aparecem mais adiante, na lista de limites. Fracionada quer dizer que a energia não chega de forma uniforme: ela é entregue em pequenos pontos separados entre si, com a proposta de poupar o tecido entre eles. É o mesmo recurso que circula no mercado sob diferentes nomes comerciais (Fraxx é um deles).

O aquecimento funciona como um estímulo. A partir dele, espera-se que o próprio organismo responda com seus processos de reparo, nos quais estão envolvidos o colágeno, a proteína que dá sustentação à pele e às mucosas, e a mucosa vaginal, o tecido úmido que reveste o canal por dentro. Isso é uma resposta esperada, não um efeito garantido. A intensidade e o tempo dessa resposta variam de mulher para mulher: pode haver mudança percebida e pode não haver, e não é possível saber isso de antemão.

Os contextos em que este recurso costuma ser citado são o ressecamento vaginal, os sintomas íntimos e urinários que aparecem depois da menopausa e a flacidez íntima, que é a sensação de frouxidão na entrada da vagina ou na região dos lábios, percebida no sexo, ao usar absorvente ou ao se olhar. Não é cirurgia e não exige internação: o procedimento é feito em consultório. Também não é resposta para toda queixa íntima, nem para toda mulher que apresenta esses sintomas. Onde ele se encaixa diante dos tratamentos já estabelecidos é o assunto que vem a seguir.

Dr. José Manoel no consultório

Onde este recurso se encaixa

O tratamento de primeira linha é outro.

Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM) é o nome dado ao conjunto de sinais e sintomas que aparecem quando a queda do estrogênio, o principal hormônio feminino, afeta os tecidos da vulva, da vagina e do trato urinário: ressecamento, ardência, desconforto na relação, urgência para urinar, infecções urinárias que se repetem. O cuidado começa pelas medidas locais: hidratantes vaginais, de uso regular, que agem sobre o ressecamento ao longo do tempo, e lubrificantes, usados no momento da relação. Quando os sintomas são moderados ou intensos, ou quando essas medidas não bastam, o tratamento de primeira linha é o estrogênio de uso vaginal em dose baixa, aplicado localmente, que age sobre a causa do quadro e não apenas sobre o incômodo do momento.

Os recursos baseados em energia, e a radiofrequência está entre eles, têm evidência científica menos consolidada. Existem menos estudos publicados, feitos de maneiras diferentes uns dos outros, o que dificulta comparar os resultados, e acompanhando as mulheres por menos tempo depois do tratamento. Isso precisa estar dito com todas as letras: a radiofrequência fracionada íntima não substitui o estrogênio vaginal em dose baixa nem os hidratantes e lubrificantes, e não deve ser apresentada como equivalente a eles. Para as queixas urinárias a evidência é ainda mais frágil, e o caminho é outro: na perda de urina aos esforços, a primeira linha é a fisioterapia do assoalho pélvico, a musculatura que sustenta a bexiga, o útero e o intestino, com opções cirúrgicas bem estabelecidas quando ela não é suficiente.

A frouxidão merece o mesmo cuidado, e por um motivo que costuma passar batido. Sensação de frouxidão, de peso ou de bola na vagina precisa ser diferenciada, no exame, do prolapso genital, que é a descida das paredes vaginais, da bexiga ou do útero em direção à entrada da vagina. Havendo prolapso, as condutas estabelecidas são a fisioterapia do assoalho pélvico, o pessário, um dispositivo colocado na vagina para sustentar os órgãos, e a cirurgia, e a radiofrequência não substitui nenhuma delas. Para a flacidez em si, sem prolapso, a evidência é a menos consolidada de todas as situações citadas nesta página: não existe medida objetiva do desfecho, o que impede comparar resultados entre estudos e obriga a falar dessa indicação com reserva ainda maior.

Situações avaliadas

Quando a conversa sobre este recurso faz sentido.

Nenhum item desta lista é diagnóstico, e nenhum deles indica sozinho que o procedimento seja para você. São contextos em que a radiofrequência pode entrar na conversa de consultório, sempre depois das opções de primeira linha, e nunca no lugar delas, com o exame feito e o seu histórico revisto.

Quando se considera

  • Você já usou o estrogênio vaginal em dose baixa pelo tempo e na frequência que foram orientados, sem interromper no meio, e os sintomas continuam. Uso irregular ou por poucas semanas não caracteriza falha do tratamento: nesse caso o caminho é retomá-lo antes de pensar em qualquer aparelho, e isso é revisto na consulta.
  • Existe contraindicação ao estrogênio vaginal confirmada no seu caso. Essas contraindicações são poucas e específicas, e precisam ser checadas: o uso vaginal em dose baixa tem absorção mínima e é diferente da terapia hormonal sistêmica. Acontece de a paciente chegar acreditando que não pode usar hormônio nenhum, por generalização do que se diz da terapia sistêmica, e a consulta revê isso, quando necessário junto ao médico que acompanha as suas outras condições de saúde.
  • Conhecendo os hidratantes e os lubrificantes vaginais, você prefere não utilizar hormônio e quer entender as demais possibilidades e o limite de cada uma.
  • Você sente frouxidão na entrada da vagina ou na região dos lábios vaginais, no sexo, ao usar absorvente ou ao se olhar, e isso incomoda você. O ponto de partida é o seu incômodo, não a opinião de outra pessoa sobre a sua aparência. Quando o incômodo é apenas de aparência, sem sintoma que atrapalhe o seu dia a dia, tratar passa a ser uma escolha pessoal e não uma indicação médica, e isso é dito a você com essas palavras na consulta.
  • Depois da menopausa, de gestações e partos ou de tratamentos que reduziram os níveis hormonais, apareceu um sintoma que incomoda você e ainda não foi investigado. O primeiro passo é a consulta, não o aparelho.
  • Antes de decidir qualquer coisa, você quer entender as alternativas com calma, inclusive a alternativa de não tratar agora.

Limites e contraindicações

Aparelhos de radiofrequência trabalham com uma corrente que atravessa o tecido, e isso pede cuidados que vão além dos de um exame ginecológico comum. Parte dos itens abaixo impede a aplicação. Outra parte apenas suspende a decisão até que a causa seja esclarecida. Alergia ao anestésico tópico entra na mesma checagem, porque ele pode ser cogitado para a sessão. Quem separa uma coisa da outra é o médico que examinou você, na consulta, e não um texto na internet.

  • Gestação, suspeita de gestação, puerpério recente, o período logo após o parto, e o período de amamentação. Durante a amamentação é comum haver ressecamento e desconforto na relação por queda temporária do estrogênio: é um quadro que costuma se resolver com o retorno dos ciclos e tem condutas próprias, mais simples, sem indicação de aparelho.
  • Marca-passo, cardiodesfibrilador, neuroestimulador ou qualquer outro dispositivo eletrônico implantado, em qualquer parte do corpo, pela possibilidade de interferência da corrente de radiofrequência.
  • Material implantado ou aplicado na área a ser tratada ou perto dela, e cirurgia recente na região ainda em cicatrização. Entram aqui implantes metálicos, telas e faixas usadas em cirurgia de prolapso ou de incontinência urinária, piercing genital, dispositivo intrauterino (DIU), sobretudo o de cobre, e material de preenchimento aplicado na vulva ou na vagina. Materiais metálicos podem concentrar a energia e aquecer mais do que o tecido em volta; sobre a tela existe ainda o risco de exposição; o comportamento do preenchimento diante do calor não é previsível; e tecido que ainda está cicatrizando precisa terminar de cicatrizar antes de receber energia. Cada situação exige avaliação individual, com identificação do que foi implantado ou aplicado, e piercings precisam ser retirados antes da sessão.
  • Infecção ou inflamação em atividade na região, e doenças de pele da vulva em atividade: candidíase, vaginose, herpes genital em crise, lesões por HPV, infecção urinária, feridas na pele da vulva, e também o líquen escleroso e o líquen plano, que causam coceira, ardência, mudança na cor e na textura da pele e dor na relação. Trata-se primeiro o que está ativo. As doenças de pele têm tratamento próprio, definido depois do exame e, quando indicado, da biópsia, e enquanto o quadro não está diagnosticado e controlado não se aplica energia na região.
  • Sangramento genital fora do padrão habitual ou depois da menopausa ainda sem causa esclarecida, qualquer lesão, ferida ou nódulo sem diagnóstico na vulva ou na vagina, exame preventivo do colo do útero em atraso ou alterado, e as situações oncológicas: câncer de mama ou ginecológico em atividade ou em tratamento, histórico oncológico e antecedente de radioterapia na pelve. A investigação vem primeiro, e o alinhamento com o médico que acompanha o seu caso também.
  • Dor vulvar crônica sem causa esclarecida, o que inclui a vulvodínia e a vestibulodínia, dor na vulva ou na entrada da vagina que persiste sem uma lesão que a explique: investiga-se primeiro, porque energia aplicada na região pode piorar o quadro. Alteração da sensibilidade local também suspende a decisão, por um motivo prático: sem sentir bem o calor, você não consegue avisar quando ele está forte demais.
  • Condições que comprometem a cicatrização, a imunidade ou a resposta do tecido: imunossupressão e uso de imunossupressores ou de corticoide, que alteram a defesa e o reparo da área tratada; tendência a quelóide e a cicatriz hipertrófica, cicatrizes que crescem além da lesão que as originou; diabetes descompensado, que interfere na cicatrização e na resposta à infecção; distúrbios de coagulação ou uso de anticoagulantes, pelo risco de sangramento e de hematoma.

Como acontece

Do primeiro contato até a reavaliação.

  1. 01
    A consulta vem antes do aparelhoO primeiro encontro é conversa e exame: há quanto tempo os sintomas existem, o que já foi tentado e por quanto tempo, quais medicamentos e produtos de uso local você usa, quais alergias você tem, inclusive a anestésicos tópicos, e o seu histórico ginecológico e hormonal, seguidos do exame ginecológico. A avaliação é feita pelo Dr. José Manoel Batista dos Santos, ginecologista e obstetra, CRM-TO 831 / RQE 154, no Edifício Palmas Medical Center, Quadra 401 Sul. Sem essa etapa não existe indicação, apenas suposição.
  2. 02
    Diagnóstico e revisão das opçõesDefinido o diagnóstico, as alternativas são apresentadas na ordem em que a evidência as coloca, começando pelas medidas locais e pelo tratamento de primeira linha quando ele cabe no seu caso. A radiofrequência só entra na conversa nas situações descritas acima, com o que se conhece e o que ainda não se conhece sobre ela. Nada é decidido na mesma frase em que é proposto: você pode ouvir, ir para casa e voltar com perguntas.
  3. 03
    Preparo e consentimentoSe a decisão for seguir, você recebe por escrito as orientações de preparo, com o que manter ou suspender dos seus medicamentos e produtos de uso local, e o termo de consentimento, que descreve o procedimento, os riscos, as limitações e o fato de que resultado não se promete. Nesse momento também se combinam os pontos práticos do seu dia: quanto tempo você fica no consultório, se dá para voltar às atividades depois, se convém ter companhia na volta. Ler com calma antes de assinar faz parte.
  4. 04
    O dia da aplicaçãoVocê fica em posição ginecológica, como em um exame de rotina. O aplicador é posicionado na área definida no planejamento, externa, interna ou ambas, e a energia é liberada em disparos sucessivos. A intensidade é acompanhada e ajustada conforme o que você relata sentir. Falar durante a aplicação faz parte da técnica: não é atrapalhar nem exagerar, é a informação necessária para reduzir a intensidade ou parar a sessão. É procedimento de consultório e não exige internação.
  5. 05
    Os dias seguintesHigiene, atividade física, uso de absorventes e volta à atividade sexual têm prazos próprios, definidos conforme a área tratada e a intensidade usada em você, combinados no mesmo dia e entregues por escrito, com data, para você não ficar adivinhando em casa. Procure o consultório imediatamente, sem esperar o retorno agendado, se aparecer: dor intensa ou que aumenta em vez de diminuir; febre; corrimento com odor forte ou aspecto diferente do habitual; sangramento; ferida, bolha ou área que não cicatriza; dor ou dificuldade para urinar; vermelhidão que se espalha. Se não for possível falar com o consultório de imediato, ou se o quadro for intenso, procure um pronto atendimento. Esses sinais vão por escrito, com o telefone de contato e com essa mesma orientação de pronto atendimento ao lado deles.
  6. 06
    Retorno e reavaliaçãoO retorno serve para examinar a região, ouvir o que você percebeu e decidir em conjunto o que fazer a seguir: continuar, interromper ou retomar outra abordagem. Quantas aplicações fazem sentido, e em que intervalo, é definido individualmente depois do exame, e não por um número fixo anunciado antes de conhecer o seu caso. O plano pode ser revisto ao longo do acompanhamento, e mudar de ideia é uma decisão clínica legítima.

Expectativas

O que dá para dizer com honestidade.

O que se busca com a radiofrequência é aliviar o incômodo do dia a dia: o ressecamento, a ardência, o desconforto na relação, a frouxidão que atrapalha você. Buscar não é garantir. Nenhum resultado é prometido aqui, e nenhum poderia ser. O que o recurso oferece é um estímulo térmico ao tecido; a resposta a esse estímulo é do seu corpo, e depende da idade, do estado hormonal, da causa dos sintomas, das condições de saúde associadas e dos tratamentos em curso. A percepção de mudança pode ser discreta, pode demorar e pode não acontecer.

Quando alguma resposta ocorre, ela tende a ser gradual, e não imediata: os processos de reparo do tecido acontecem ao longo de semanas a meses, não de dias. Por isso a avaliação não se faz no dia seguinte à aplicação. Ela se faz no retorno, com exame clínico, comparando o que você relata agora com o que relatou na primeira consulta, e não pela impressão de um dia isolado. Se o benefício percebido não justificar a continuidade, isso será dito com a mesma clareza com que o recurso foi apresentado.

Se o que você esperava não acontecer, o caminho é voltar à conversa e rever o plano, incluindo a possibilidade de retomar o tratamento de primeira linha ou de investigar outra causa para a sua queixa. Você não fica presa a uma decisão tomada no começo.

Dúvidas frequentes

Sobre a radiofrequência fracionada íntima.

A aplicação aquece o tecido, e a sensação prevista pela técnica é térmica: um calor que sobe e desce a cada disparo, às vezes com leve formigamento. A percepção varia bastante de uma mulher para outra e pode incluir dor. Não é possível dizer de antemão o que você vai sentir, principalmente numa região sensível e que já vem incomodando.

Pode ser usado um creme anestésico na região antes da sessão, desde que você não tenha alergia a ele, o que é checado na consulta. Ele nem sempre é indicado, e isso se decide na consulta, não no dia: como a percepção de calor é o principal aviso de que a energia precisa ser reduzida, anestesiar a área pode retirar justamente esse aviso. Quando o anestésico é usado, a técnica de aplicação é ajustada para isso. Em qualquer cenário, se o desconforto aparecer, diga na hora, sem tentar suportar em silêncio: a aplicação pode ser ajustada ou interrompida.

Riscos existem e são discutidos na consulta, antes de qualquer decisão. O que é esperado e costuma passar: desconforto durante a aplicação, vermelhidão, inchaço e sensibilidade na região nos dias seguintes, e pequena alteração no corrimento. Existe também a possibilidade mais simples de todas, e ela precisa ser dita: os sintomas ficarem como estavam, ou não haver benefício percebido.

O que é complicação, menos frequente e mais séria: queimadura da pele ou da mucosa, que pode acontecer quando a energia entregue é maior do que aquele tecido suporta; erosão ou ferida na mucosa; cicatrização alterada na área tratada; infecção; alteração persistente da sensibilidade local; dor que se prolonga ou piora, inclusive na relação sexual. É por isso que a intensidade é ajustada durante a sessão conforme o que você relata sentir, e por isso que a alteração de sensibilidade na região está entre os limites do procedimento. Se uma complicação aparecer, ela é avaliada e conduzida clinicamente, com retornos de acompanhamento e com encaminhamento a pronto atendimento ou a outro serviço quando o caso exigir. Diante de sinal de gravidade, ou se não for possível falar com o consultório de imediato, procure um pronto atendimento sem esperar. Indicação correta, contraindicações respeitadas, exame prévio e procedimento feito em ambiente adequado reduzem esses riscos, mas não os eliminam: nenhum procedimento que entrega energia ao tecido é isento de risco, e isso precisa entrar na sua decisão. Tudo isso consta do termo de consentimento, e você tem o direito de ouvir e ler cada item antes de decidir, levando o documento para casa se quiser pensar.

Talvez não. Nem toda queixa íntima pede aparelho. Parte dessas queixas responde ao tratamento local, à hidratação vaginal ou à fisioterapia do assoalho pélvico. O assoalho pélvico é a musculatura que sustenta a bexiga, o útero e o intestino, e ela pode ser treinada. Outra parte melhora quando se descobre e se trata a causa por trás dela, que só o exame revela.

Se não há sintoma que incomode você, não há o que tratar. Quem tem sintoma tem o que investigar, e a investigação começa por descobrir a causa, não por escolher o aparelho.

Depende da queixa, e a resposta honesta separa duas coisas. Ressecamento, ardência e dor na relação são quadros clínicos, com diagnóstico e tratamento definidos. Já a flacidez que incomoda é uma percepção sua, sem medida objetiva: tratá-la é uma escolha pessoal, legítima, mas de outra natureza. A consulta diz qual é qual, em vez de misturar as duas sob o mesmo nome. Quando a queixa é apenas de aparência, sem sintoma que atrapalhe o seu dia, não há indicação médica para este recurso, e isso será dito a você.

Queixas urinárias entram na avaliação, mas seguem caminho próprio: na perda de urina aos esforços, o tratamento de primeira linha é a fisioterapia do assoalho pélvico, com opções cirúrgicas bem estabelecidas quando ela não é suficiente, e a radiofrequência não substitui nenhuma das duas. Sensação de frouxidão, de peso ou de bola na vagina pede exame para diferenciar essa percepção do prolapso genital, que tem condutas próprias e estabelecidas. O que orienta a conduta é o sintoma que você traz e o que o exame mostra.

Câncer em atividade ou em tratamento contraindica o procedimento, e histórico oncológico exige avaliação específica e alinhamento com o médico que acompanha você. Leve os relatórios e a medicação em uso para a consulta.

Sobre o hormônio: a orientação de evitá-lo é frequente durante o tratamento oncológico, mas o estrogênio vaginal em dose baixa não é sempre proibido depois dele. Em casos selecionados, com sintomas intensos e depois que as medidas não hormonais não bastaram, essa possibilidade pode ser reavaliada em decisão conjunta com o seu oncologista, e isso muda toda a ordem das opções. Existem ainda as condutas não hormonais bem estabelecidas, os hidratantes vaginais de uso regular e os lubrificantes. Tudo isso vem antes de se pensar em qualquer recurso baseado em energia.

Não por conta própria. O tratamento de base segue conforme a orientação médica: a radiofrequência é pensada dentro de um plano de cuidado, e não no lugar dele.

Qualquer mudança no que você já usa é decidida em consulta, com o motivo explicado. Leve a lista completa dos seus medicamentos e produtos de uso local, inclusive os que foram comprados sem receita.

Antes de qualquer procedimento

Toda indicação é individual e depende de avaliação clínica presencial. Riscos, benefícios, alternativas e expectativas realistas são apresentados em consulta, antes de qualquer decisão. Nenhum resultado pode ser garantido, e as informações desta página não substituem a consulta médica.

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