Especialidade 04
Procedimentos Ginecológicos
Procedimentos ambulatoriais voltados ao tratamento de lesões e à correção de cicatrizes na região vulvar.
Procedimentos Ginecológicos
Antes de tratar, entender.
Perceber uma alteração na região íntima costuma gerar uma preocupação silenciosa, daquelas que a mulher carrega por semanas antes de falar sobre o assunto. Uma alteração na vulva pode ter causas muito diferentes entre si, e só o exame define do que se trata. Por isso a consulta começa pelo diagnóstico, e não pela conduta: nenhuma conclusão sobre a natureza de uma lesão é possível antes da avaliação.
Algumas situações, no entanto, não convêm adiar. Uma pinta ou mancha que mudou de cor, de tamanho ou de formato; uma ferida que não cicatriza depois de algumas semanas; sangramento sem que tenha havido trauma; um nódulo que cresce rápido; coceira persistente acompanhada de manchas esbranquiçadas e de pele mais fina. Nenhum desses sinais indica gravidade por si só, e nenhum deles permite qualquer conclusão em casa. São motivos para marcar a consulta em vez de observar mais um mês.
Esta área reúne os procedimentos ginecológicos de consultório: a exérese, ou seja, a retirada de lesões vulvares, a correção de cicatrizes na vulva e a melhora do aspecto de cicatrizes cirúrgicas, como as que ficam depois de um parto ou de uma cirurgia anterior. Boa parte desses procedimentos é ambulatorial e realizada com anestesia local. Como todo ato cirúrgico, envolvem riscos, possibilidade de complicações e contraindicações, que são apresentados e discutidos na consulta antes de qualquer decisão. Se o seu caso é um deles, quem responde é o exame: a indicação e o formato do procedimento mudam conforme o tipo, o tamanho e a localização do que se encontra. Nem toda alteração precisa ser retirada e nem toda cicatriz precisa ser corrigida; em parte das situações a conduta é acompanhar, com retornos programados para observar se algo muda.
O atendimento acontece no Edifício Palmas Medical Center, na Quadra 401 Sul, com o Dr. José Manoel Batista dos Santos, ginecologista e obstetra (CRM-TO 831 / RQE 154), com mais de 35 anos de atuação em Palmas. A conversa é reservada e as decisões são tomadas em conjunto com a paciente, com espaço para dúvidas durante a consulta.
O que é realizado
- Exérese de lesões vulvares
- Correção de cicatrizes vulvares
- Melhora de cicatriz cirúrgica
Quando procurar
Situações que motivam a avaliação.
Qualquer alteração percebida na vulva pode ser examinada, independentemente do tamanho, do aspecto ou do tempo de evolução. Não é preciso que a queixa pareça grande o bastante para virar consulta: basta que você tenha notado algo diferente ou que algo esteja incomodando. Estas são algumas das situações que costumam motivar a avaliação nesta área:
- Apareceu um carocinho na região íntima e eu não sei se ele sempre esteve ali.
- Tenho uma verruguinha que parece ter mudado de tamanho nos últimos tempos.
- Notei uma alteração em uma pinta ou mancha na vulva e gostaria que fosse examinada.
- Existe um ponto que coça, arde ou sangra quando encosta na roupa.
- A cicatriz do parto ficou endurecida e incomoda na hora da relação.
- A cicatriz da cesárea ficou elevada, endurecida ou repuxando e causa incômodo.
- Tenho uma cicatriz de uma cirurgia antiga e gostaria de saber se dá para melhorar.
- Percebo um relevo ou uma aspereza na vulva que causa incômodo físico e gostaria de saber do que se trata.
Como é conduzido
O diagnóstico vem primeiro.
- Exame da vulva feito com calma e boa iluminação, com descrição do que está sendo observado, para que você acompanhe o raciocínio clínico e possa perguntar durante o exame.
- Registro das características da lesão, como localização, aspecto, tempo de evolução e as mudanças que você percebeu, o que permite comparação objetiva nos retornos.
- Quando o exame a olho nu não basta, a avaliação pode ser complementada com vulvoscopia ou dermatoscopia, que são formas de examinar a região com aumento, e principalmente com biópsia: a retirada de um pequeno fragmento da lesão, feita em consultório com anestesia local, para análise em laboratório. É a biópsia, e não um exame de sangue ou de imagem, que define do que se trata quando o aspecto clínico deixa dúvida.
- Quando a lesão tem aspecto de verruga, a avaliação inclui explicar a relação dessas lesões com o HPV, quais são as opções de tratamento além da retirada, como fica o acompanhamento do colo do útero e o que isso significa na conversa com a parceria.
- Encaminhamento de todo material retirado a exame anatomopatológico, sem exceção, conforme determina a Resolução CFM nº 1.472/1997, porque é o laudo do laboratório que fecha o diagnóstico.
- Apresentação das condutas possíveis, incluindo a de apenas acompanhar, com as indicações, os limites, os riscos, as complicações possíveis e as contraindicações de cada uma explicados em linguagem simples.
- Explicação prévia do que será feito, do tipo de anestesia previsto e do que esperar nos dias seguintes, antes de qualquer agendamento ou assinatura, com as orientações de pós-procedimento entregues de forma organizada e um canal definido para dúvidas ao longo da recuperação.
Caminho do cuidado
Do primeiro contato ao retorno.
- 01Primeiro contatoO agendamento é feito de forma discreta, sem que você precise detalhar a queixa para marcar. O horário é bloqueado com tempo suficiente para examinar e conversar sem correria.
- 02Avaliação e diagnósticoA consulta começa pelo seu relato e pelo exame da região. Quando o exame a olho nu não basta para definir do que se trata, a avaliação pode ser complementada com vulvoscopia, dermatoscopia ou biópsia, que é a retirada de um pequeno fragmento da lesão para análise em laboratório.
- 03Decisão em conjuntoAs condutas possíveis são apresentadas com suas indicações, seus limites, seus riscos e suas contraindicações, incluindo a possibilidade de acompanhar sem intervir. A escolha considera o que incomoda você, e não apenas o que aparece no exame.
- 04Procedimento, quando indicadoBoa parte dos procedimentos desta área é ambulatorial e realizada com anestesia local. Como todo ato cirúrgico, envolve riscos e possibilidade de complicações, discutidos antes da decisão. O formato varia conforme o caso e é definido depois da avaliação, nunca antes dela.
- 05Retorno e acompanhamentoO retorno serve para avaliar a cicatrização, discutir o laudo do material retirado, quando houver, e ajustar as orientações. Se o laudo apontar alguma alteração que exija tratamento adicional, a conduta é definida na mesma consulta. O acompanhamento segue pelo tempo que fizer sentido para a sua situação.
O que esperar
O que se pode e o que não se pode prever.
A natureza de uma lesão vulvar só é definida pelo exame clínico e, quando há retirada de tecido, pelo laudo do laboratório. Antes disso, qualquer conclusão é provisória, inclusive as tranquilizadoras. O que se pode dizer com segurança é que ter um diagnóstico costuma trazer alívio mesmo quando a resposta não é a esperada, porque substitui a dúvida por um plano com etapas definidas.
Sobre cicatrizes, a conversa precisa ser igualmente franca. Uma cicatriz pode mudar de aspecto, de textura e de maciez, e o desconforto que ela provoca pode diminuir, mas ela não desaparece, porque cicatriz é tecido novo e não a pele original. A qualidade da cicatrização varia conforme características individuais e não é possível prever o resultado final antes do procedimento; cada caso é avaliado individualmente, inclusive quanto ao risco de cicatriz inestética.
Resultados, prazos de recuperação e quantidade de sessões não podem ser estimados antes da avaliação, porque dependem do caso concreto. A conduta é definida depois do exame, com explicação do que foi encontrado, das opções disponíveis, incluindo a de acompanhar sem intervir, e dos riscos envolvidos em cada uma delas.
Dúvidas frequentes
Sobre procedimentos ginecológicos.
Não. Parte das alterações da vulva pode ser apenas acompanhada, com retornos programados para verificar se algo mudou, e parte pode ter tratamento clínico em vez de cirúrgico, como acontece com frequência nas lesões relacionadas ao HPV. A retirada costuma ser considerada quando a lesão incomoda, quando cresce ou muda de aspecto, quando sangra ao contato, ou quando o exame clínico não permite definir do que se trata sem uma biópsia.
A decisão é individual e leva em conta tanto o que o exame mostrou quanto o que atrapalha a sua vida. Imagens e descrições encontradas na internet não permitem identificar uma lesão específica, porque alterações muito diferentes entre si podem ter aparência semelhante; a definição depende do exame clínico e, quando há retirada de tecido, do laudo do laboratório.
Os procedimentos ambulatoriais da vulva costumam ser realizados com anestesia local, que tem por objetivo reduzir a sensibilidade da região durante a retirada ou a correção. A resposta ao anestésico varia entre pacientes, e complementações podem ser necessárias durante o ato. Você pode avisar a qualquer momento se sentir dor, e essa combinação é feita antes de começar.
A sensação também varia de pessoa para pessoa. Algumas pacientes relatam desconforto ou ardor no momento em que o anestésico é injetado, com intensidade e duração diferentes em cada caso. Quando o efeito da anestesia passa, pode haver desconforto na região; a conduta para esse período é orientada e prescrita individualmente. Vale contar na consulta se você já teve experiências difíceis com dor ou com anestesia, porque isso muda a forma de conduzir.
Sim. Todo tecido retirado é encaminhado a exame anatomopatológico, conforme determina a Resolução CFM nº 1.472/1997. É o laudo que confirma a natureza da lesão, porque alterações benignas e alterações que exigem tratamento adicional podem ter aparência parecida a olho nu.
O resultado é discutido no retorno, com tempo para você entender o que está escrito e o que aquilo muda, ou não muda, na sua rotina. Quando o laudo confirma uma lesão benigna, o caso costuma se encerrar ali. Quando aponta uma alteração pré-maligna ou maligna, a conduta é definida na mesma consulta, incluindo tratamento complementar ou encaminhamento a serviço de referência, sem que você precise recomeçar a investigação do zero.
Em muitos casos há alguma melhora possível, tanto no aspecto e na textura quanto em sintomas como repuxamento, endurecimento ou desconforto na relação. As abordagens usadas vão da correção cirúrgica da cicatriz, feita em consultório com anestesia local, ao uso de radiofrequência fracionada íntima quando o caso comporta. Qual delas faz sentido, ou se alguma faz, só a avaliação presencial define.
O quanto se consegue melhorar depende de fatores que variam bastante: o tempo da cicatriz, a profundidade, a localização, o tipo de pele e o modo como o seu organismo cicatriza. Cicatrizes bem diferentes podem parecer semelhantes em uma foto ou em um relato, e não existe uma resposta única que sirva para todas as situações.
O tempo de recuperação varia conforme o procedimento realizado, a extensão da área tratada e as características de cada pessoa, e por isso o prazo do seu caso só é definido depois da avaliação. O que se pode dizer sobre a ordem das coisas é que as atividades leves e o trabalho costumam ser retomados antes do exercício físico intenso e das relações sexuais, que esperam mais tempo.
Você recebe orientações específicas para o seu caso, por escrito, com o que evitar, por quanto tempo e quais sinais merecem contato imediato. Se a sua rotina tem exigências particulares de trabalho, de viagem ou de esporte, isso pode ser considerado na escolha da data.
Todo procedimento que envolve incisão na pele deixa cicatriz, e prometer o contrário não seria honesto. O planejamento leva em conta a anatomia da região e a técnica de fechamento, mas o aspecto final depende de fatores individuais de cicatrização e não pode ser previsto nem assegurado antes do procedimento.
Cada caso é avaliado individualmente, inclusive quanto ao risco de cicatriz inestética. Se você já teve cicatrizes espessas ou elevadas em outras cirurgias, conte isso na consulta, porque essa informação muda o planejamento e entra na conversa sobre indicação.
Antes de qualquer procedimento
Toda indicação é individual e depende de avaliação clínica presencial. Riscos, benefícios, alternativas e expectativas realistas são apresentados em consulta, antes de qualquer decisão. Nenhum resultado pode ser garantido, e as informações desta página não substituem a consulta médica.

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