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Dr. José Manoel — Ginecologista e Obstetra Agendar consulta

Especialidade 03

Cirurgias Íntimas

Procedimentos cirúrgicos realizados com treinamento específico obtido no Instituto de Cirurgia Íntima de São Paulo. A indicação é sempre individual.

Cirurgias íntimas

Cirurgia é uma decisão, não um destino.

Não existe um formato certo para a vulva. Tamanho, cor, espessura e assimetria entre os dois lados variam bastante de mulher para mulher, e a maior parte dessas diferenças não é doença nem defeito. Em parte dos casos, o exame mostra que a anatomia está dentro da variação esperada e que não há o que corrigir.

Há situações, porém, em que a anatomia realmente atrapalha a vida de quem convive com ela. Dor pelo atrito da roupa, incômodo na atividade física, desconforto na relação sexual, irritações que se repetem sempre no mesmo ponto, dificuldade de higiene. Quando o incômodo é concreto e persistente, a cirurgia íntima passa a ser uma das possibilidades a discutir com calma.

A cirurgia mais realizada nessa área é a labioplastia dos pequenos lábios, também chamada de ninfoplastia: dois nomes para o mesmo procedimento, que ajusta o excesso de tecido dos pequenos lábios. Há ainda a capuzplastia, que trata o excesso de pele sobre o clitóris e por vezes é feita junto com a labioplastia para manter a proporção da região, e a labioplastia dos grandes lábios, que corrige a sobra de pele nessa área, queixa relatada com frequência após perda importante de peso. A vaginoplastia, indicada quando há frouxidão da parede vaginal e do períneo, em geral após partos, tem indicação restrita, discutida caso a caso e precedida da investigação de causas clínicas e musculares que produzem queixa semelhante. Cabe uma distinção importante: a sensação de alargamento vaginal pode vir de prolapso, que é a queda da bexiga, do intestino ou do útero, ou de disfunção da musculatura do assoalho pélvico, situações com conduta própria que não se resolvem com vaginoplastia. Ela também não é cirurgia para perda de urina. Nenhum desses procedimentos se escolhe pelo nome: escolhe-se pela queixa, pelo exame e pelo que a paciente espera daquilo.

O Dr. José Manoel Batista dos Santos é ginecologista e obstetra em Palmas (CRM-TO 831 / RQE 154), com título de especialista pela FEBRASGO e mais de 35 anos de atuação. Na consulta são avaliados tanto o caminho cirúrgico quanto os caminhos que não passam por ele. O atendimento acontece no Edifício Palmas Medical Center, na Quadra 401 Sul.

Procedimentos realizados

  • Ninfoplastia
  • Labioplastia
  • Capuzplastia
  • Labioplastia dos grandes lábios
  • Vaginoplastia

Para quem

Queixas que costumam aparecer em consulta.

Queixas na região vulvar têm causas variadas: hormonais, musculares, inflamatórias e, em parte dos casos, anatômicas. Somente o exame ginecológico permite distinguir entre elas. É comum a paciente chegar com um incômodo difícil de nomear e com receio de que a queixa pareça pequena demais para ocupar o tempo de uma consulta. Ela não é. Os itens abaixo são exemplos de queixas relatadas em consulta e não indicam, por si, necessidade de cirurgia. O incômodo apenas com a aparência da região, isoladamente, também não é indicação cirúrgica: quando a anatomia está dentro da variação normal, o caso é conduzido clinicamente e, se fizer sentido, com apoio de outros profissionais.

  • Atrito ou ardência ao usar calça jeans, roupa de treino ou biquíni, e ao correr ou pedalar.
  • Dor ou incômodo durante a relação sexual, com a sensação de que algo prende ou repuxa.
  • Irritações, assaduras ou vermelhidão que voltam sempre na mesma região.
  • Dificuldade de higienizar bem a área por causa de dobras ou de excesso de pele.
  • Percepção de que a região mudou depois de partos, de uma perda de peso importante ou com o passar dos anos.
  • Sensação de menos firmeza no canal vaginal, com incômodo relatado no dia a dia.
  • Perda de urina ao tossir, rir ou correr, sensação de peso ou de que algo desce na vagina: queixas relacionadas, e que têm investigação e tratamento próprios.
  • Cicatriz de parto ou de cirurgia anterior que ficou endurecida, dolorida ou incômoda ao toque.

Como conduzimos

Como a indicação é avaliada.

  • Escuta da queixa e do histórico antes do exame: há quanto tempo o incômodo existe, em que situações ele aparece, quanto atrapalha a rotina, além de partos, cirurgias anteriores, cicatrizes, alterações hormonais, medicações em uso e condições de pele da região.
  • Exame ginecológico completo depois dessa conversa, com explicação do que é variação anatômica comum e do que pode, de fato, justificar uma correção. Nenhuma conversa sobre procedimento acontece antes desse exame.
  • Investigação das causas clínicas que produzem queixa parecida e não se resolvem operando, como ressecamento, dor de origem muscular no assoalho pélvico e infecções ou inflamações que voltam sempre, como candidíase e vulvovaginites de repetição.
  • Apresentação das alternativas não cirúrgicas quando elas cabem no caso: tratamento clínico, indicação de fisioterapia do assoalho pélvico e recursos de radiofrequência fracionada, cuja indicação e resposta são avaliadas individualmente e que funcionam como apoio ao tratamento, sem substituir a cirurgia quando existe excesso de tecido.
  • Conversa direta sobre o que o procedimento costuma melhorar e sobre o que ele não resolve, para que a decisão seja tomada com a informação inteira e não apenas com a parte boa dela.
  • Explicação dos riscos, do tipo de anestesia previsto para o caso, das restrições do pós-operatório e do que será acompanhado nos retornos, tudo registrado no termo de consentimento.
  • Tempo para decidir. Quando a paciente sai da consulta em dúvida, a conduta é retornar depois para conversar de novo, e não antecipar a marcação.

Etapas do cuidado

Do primeiro contato ao último retorno.

  1. 01
    Consulta e escutaA queixa é ouvida nas suas palavras, sem pressa e sem julgamento. Interessa entender há quanto tempo o incômodo existe, em que situações ele aparece e o quanto ele atrapalha a rotina, junto do histórico de partos, cirurgias, hormônios e medicações em uso.
  2. 02
    Exame e avaliaçãoO exame ginecológico esclarece o que está acontecendo na anatomia e afasta condições clínicas capazes de produzir sintomas parecidos. É nesse momento que se separa o que tem indicação cirúrgica do que não tem.
  3. 03
    Alternativas e decisãoExistindo um caminho não cirúrgico razoável, ele é apresentado primeiro. Se a cirurgia for indicada, você recebe a explicação da técnica prevista, dos riscos e dos cuidados, e leva o tempo que precisar para decidir.
  4. 04
    Preparo e procedimentoAntes da data são solicitados os exames necessários e revisadas medicações e condições que possam interferir na cicatrização. O tipo de anestesia e o local de realização são definidos conforme o caso.
  5. 05
    Pós-operatório acompanhadoOs retornos ficam programados desde o início, com orientação sobre higiene, atividade física, retomada da vida sexual e sinais que justificam procurar atendimento antes da data marcada. A cicatrização é acompanhada até estabilizar.

Expectativas

O que se pode esperar, com honestidade.

Nenhuma cirurgia tem resultado garantido. Corpos cicatrizam de maneiras diferentes, e o mesmo procedimento, feito com a mesma técnica, produz desfechos que variam de uma paciente para outra. O objetivo mais realista da maioria dessas cirurgias é reduzir um incômodo concreto, não entregar uma anatomia idealizada.

Toda cirurgia carrega riscos, e nessa região eles incluem sangramento, infecção, abertura de pontos, alteração temporária ou persistente da sensibilidade, cicatriz com aspecto diferente do esperado, retirada de tecido além do necessário, que pode deixar a região mais exposta e irritada, e, no caso da vaginoplastia, estreitamento excessivo com dor na relação. Em alguns casos é preciso um segundo procedimento de ajuste, o chamado segundo tempo cirúrgico. Assimetrias discretas costumam permanecer, porque existem no corpo de qualquer pessoa. Nada disso invalida uma boa indicação, mas tudo isso precisa ser conhecido antes e não depois.

Existe também o desfecho de não operar, e ele é legítimo. Quando o exame mostra anatomia dentro da variação normal e o sofrimento está mais ligado à imagem do que à função, a cirurgia dificilmente resolve o que de fato incomoda, e dizer isso faz parte do cuidado. Nesses casos a conversa segue por outro caminho, com acompanhamento clínico e, quando faz sentido, o apoio de outros profissionais.

Dúvidas frequentes

Sobre cirurgias íntimas.

Não. O que costuma surpreender é o tamanho dessa variação: pequenos lábios que ultrapassam os grandes, diferença visível entre um lado e outro, mudança de cor e de espessura ao longo dos anos e depois de partos. Tudo isso cabe dentro do que se considera normal.

O que define se há algo a corrigir não é o formato em si, e sim a presença de sintoma: atrito, dor, irritação que se repete sempre no mesmo ponto. Sem sintoma, não há indicação cirúrgica. A exposição a imagens que não representam essa diversidade é apontada como um dos fatores que podem alimentar o desconforto com a aparência, e para muitas pacientes receber essa informação de quem examinou já responde à dúvida que motivou a busca.

Não. Boa parte das queixas dessa região se resolve sem cirurgia. Ressecamento, ardência, dor na relação e sensação de flacidez podem ter origem hormonal, muscular ou inflamatória, e podem ser abordados com tratamento clínico, com fisioterapia do assoalho pélvico ou, em casos selecionados, com recursos de radiofrequência fracionada. A resposta varia de paciente para paciente e nenhuma dessas condutas tem resultado assegurado.

A cirurgia entra em cena quando a própria anatomia é a origem do problema, como no excesso de tecido que provoca atrito constante. Definir em qual dos dois cenários você está depende de avaliação individual: a mesma queixa, em duas pacientes diferentes, pode levar a condutas diferentes.

O planejamento considera a preservação das estruturas nervosas da região, e essa é uma das razões pelas quais a técnica é definida a partir do exame e da queixa de cada paciente. Ainda assim, alteração de sensibilidade é um risco real de qualquer cirurgia: pode aparecer de forma temporária durante a cicatrização e, em situações menos frequentes, persistir.

Quando o incômodo vinha justamente do atrito ou da dor, é possível que o conforto durante a relação melhore depois da recuperação. Esse é um desfecho possível, não uma garantia, e depende da queixa original, da técnica empregada e de como cada corpo cicatriza.

Inchaço, sensação de peso e desconforto local nos primeiros dias fazem parte do processo, e existem restrições temporárias de esforço físico, de certos tipos de roupa e da atividade sexual. Para dar uma ordem de grandeza: o inchaço costuma ser mais intenso nos primeiros dias e diminui ao longo das primeiras semanas, a liberação para exercício e para a vida sexual costuma ser discutida por volta de quatro a seis semanas, e o aspecto da cicatriz só se define depois de alguns meses. São referências gerais, e não regra: os prazos do seu caso são definidos na consulta e revistos a cada retorno, conforme a cicatrização avança.

O posicionamento da incisão depende da técnica indicada: pode acompanhar a borda do pequeno lábio, ser feita em cunha ou seguir os limites naturais da região, sempre buscando deixar a marca no lugar menos aparente. Cicatriz, no entanto, sempre existe, e o aspecto final não pode ser previsto: varia com a técnica utilizada, com os cuidados no pós-operatório e com a forma como a pele de cada pessoa cicatriza.

Sim, e reconhecer essas situações faz parte do trabalho. Infecção ativa, doenças de pele da vulva ainda não tratadas (o líquen escleroso é a mais importante delas, porque pode piorar se a área for operada sem controle prévio), tabagismo, condições clínicas descompensadas e outros fatores que comprometem a cicatrização costumam exigir tratamento ou controle antes de se pensar em cirurgia. Em adolescentes, a conduta habitual é aguardar o término do desenvolvimento e cuidar do incômodo com orientação, porque a anatomia ainda está mudando.

Também se adia quando a expectativa não corresponde ao que o procedimento realmente faz, ou quando a decisão está sendo tomada sob pressão de alguém ou em um momento emocional difícil. Uma cirurgia eletiva pode esperar, e adiar a decisão até que as condições estejam adequadas costuma ser a conduta mais segura.

Depende de qual procedimento está em discussão. As cirurgias que ajustam os pequenos lábios, o capuz do clitóris ou os grandes lábios em geral não contraindicam uma gestação nem um parto vaginal futuro. A região muda com a gravidez, e uma laceração ou uma episiotomia no parto pode alterar o que foi corrigido: não é regra, é possibilidade que entra na conversa antes da decisão.

A vaginoplastia é uma conversa diferente, porque um parto vaginal posterior pode modificar o resultado obtido. Por isso a indicação em mulheres que ainda planejam ter filhos é discutida com mais calma, levando em conta o quanto a queixa atual interfere na vida hoje. A decisão é individual e passa pela avaliação.

Antes de qualquer procedimento

Toda indicação é individual e depende de avaliação clínica presencial. Riscos, benefícios, alternativas e expectativas realistas são apresentados em consulta, antes de qualquer decisão. Nenhum resultado pode ser garantido, e as informações desta página não substituem a consulta médica.

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